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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Entrei na “desengorda” ou “desembucha” ou “desembaleia”, como queiram!


Eu avisei que seria a 31 de Julho e, mesmo que quisesse fingir que me esqueci, não dava… tive uma alminha mafiosa que afixou na porta do frigorífico as indicações da minha querida nutricionista… #QueridaPorEnquantoDeixaVirAFome
Foi toda uma semana a acumular recursos, tal qual camelo fêmea, mas em versão armazenamento de alimento, que de água… esqueci-me!
Comi tudo o que costumo comer, mas em dobro, e tudo o que não costumo comer… em triplo! Foi uma despedida em grande. Ontem à noite até ceei que é coisinha que nem quando estava grávida me deu para fazer…
O Didi (11 anos), após ler atentamente o meu cardápio, diz-me com um ar de descrença, acompanhado com uma pitada de gozo e um “coche” de sapiência:
Ele: Ó mãe, não encontro aqui nenhum bolo, doce, bolachas, rebuçados, chocolate… Não me parece que vás aguentar mais do que umas horas…
Eu: Mas tu vês-me a comprar essas coisas?!
Ele: Não é comprar que engorda, é comer! Vejo o pai a comprar e vejo-te a comer… #ACulpaÉdoHomem
MAS, prometo aqui e agora, que não vou decepcionar a responsável por eu ter entrado nesta aventura (não, não me refiro ao espelho ou a m* da roupa que encolheu) refiro-me a alguém que começou por seguir a minha página, bem no seu começo e que, ao longo do tempo e de muita conversa privada, tornou-se numa amiga – A Ana da Nutribanza! Tem o seu gabinete na Clínica MEA - que é linda, luminosa e branquinha como a minha casa foi em tempos…
Conhecê-la pessoalmente foi apenas a constatação do que eu já desconfiava – é um doce! Portanto, com a fomeca que eu já estou a prever que vou passar, vamos lá ver se num acesso agudo de hipopotomismo não dou por mim a devorá-la e a ficar-me presa na cova de um dente (a moça é elegante que enerva!). Seria chato mas apenas e só porque é mãe de duas criancinhas “piquenas”…
Tentei identificar todas as miúdas giras que se propuseram a entrar nisto comigo, do resgate pelo amor do que vemos ao espelho, mas o Facebook só me deixou identificar algumas. Ora, eu sou tudo ou nada, portanto… Respondam à chamada e bora lá começar a afinar a silhueta! #tamojuntas!
E eu que só queria um casalinho...
A Mãe dos Quatro!
#eeuquesoqueriaumcasalinho
#amaedosquatro

domingo, 30 de julho de 2017

O meu filho beija quem ele quiser!

No parque:
Senhora: Ó menino, tu és tão lindo, dá-me um beijinho!
(Diz, enquanto puxa o Miguel para si e tenta dar-lhe um beijo. O Miguel foge a correr...).
Eu: Os meus filhos só gostam de dar beijinhos entre si e aos pais, não leve a mal. Eu não os obrigo...
Senhora: Pois, mas deviam aprender a dar beijinhos às outras pessoas!
Eu: E vão aprender! Daqueles com língua e apal...
(Interrompe-me, chocada).
Senhora: Mas eu não estava a falar desses!!!
Eu: Ai não?! Pensei que sim, é que são os únicos que eles ainda não sabem dar!
E eu que só queria um casalinho...
A Mãe dos Quatro!
#eeuquesoqueriaumcasalinho
#amaedosquatro

quarta-feira, 26 de julho de 2017

1- 0 Ganha o de sempre...

Por cá...
Eu: Meninos, por favor! Já disse que não vão comer gelados, chega!!! Quero beber o meu café descansada!
Didi (11 anos): Mãe, fazemos o que quiseres, pensa em qualquer coisa!
Gonçalo (8 anos): Mãe, mesmo que penses que é impossível nós fazemos, diz lá, vá lá!!!
Miguel (4 anos): Eu já arrumei o meu quarto!
Eu: (Soltei das profundezas todo o meu lado diabólico, maquiavélico, perverso) Ok, então só têm de apresentar-me os vossos argumentos... SEM USAR VERBOS!
Dou 1 gelado a quem conseguir...
Diogo: Opá, ó mãe, achas que dá?! Pensa noutra coisa!
Eu: Muito verbo, perdeste!
Miguel: DÁ-ME UM GELAAAAAADOOOOOOOOO!
Eu: "Dá-me", verbo dar. Perdeste!
Gonçalo: Gelado, imediatamente, na mão dos manos e na minha! Ok?! Fácil...
Eu: Boa tarde, são 3 gelados à escolha dos miúdos, por favor... Obrigada!
E eu que só queria um casalinho...
A Mãe dos Quatro!
#eeuquesoqueriaumcasalinho
#amaedosquatro

Conseguimos!

Olhem só este galináceo que eu e o Migoca (4 anos) fizemos. Não está ainda mais giro que o do livro?!
Numa família "normal" era uma actividade para durar 5 minutos, por cá demorou toda uma manhã...
Só para tentarmos descobrir um simples tubo de cola, foi mais de 1h de busca intensa - sem sucesso...
Pensámos em várias alternativas para colar o bicho: fita-cola, mel, plasticina, cuspo, macacos do nariz.... Desistimos! Fiz uns cortes no desgraçado do galo e o Miguel enfiou-lhe a crista, a barbela e o bico.
A miúda roubou os olhos antes de os conseguirmos aplicar. O Miguel esteve quase a aceitar o destino cruel do galináceo cego, mas depois de uma investigação minuciosa descobrimos um olho colado ao joelho da moça, o outro estava debaixo da mesa...
Ficámos tãaaaaoooo orgulhosos do resultado. Saiu-nos do escalpe mas valeu a pena!
Agora vou só ali limpar os quilos de papel e papelinho rasgado, caixas de ovos estropiadas, tentar recuperar as tesouras escondidas e guardar o livro num sítio seguro. O bicho, entretanto, já deve ter sido depenado...
Amanhã há mais!
E eu que só queria um casalinho...
A Mãe dos Quatro!
#eeuquesoqueriaumcasalinho
#amaedosquatro
#booksmile

terça-feira, 25 de julho de 2017

Fui fazer uma mamografia!

Ia toda tremeliques. Desde que fui mãe, tornei-me numa hipocondríaca anónima, portanto, estava a panicar com o resultado do exame.
Enfiei na minha cabecinha destrambelhada que o encontro que tive com a “Mãe do Ruca” (ver aqui), era um grito do Universo para eu ir ao médico. Daí eu ter ido ao “Hitler” (ver aqui), que, após analisar-me as “Marias”, ordenou-me que fizesse uma mamografia e uma eco mamária – mais encucada fiquei!
Fui…
Diz-me a técnica da coisa:
- Olhe que, se tiver as mamas muito duras, só se vê qualquer coisa através da eco que fará a seguir!
Ah, mamas duras, eu?! Hahahahahah – Respondi.
Tive de enfiar o mamalhal numa máquina que me fez lembrar um agrafador gigante. Daqueles que existem nas repartições do estado e que a senhora funcionária pública quase sobe a uma cadeira para mandar-se ao manípulo a fim de conseguir fechar aquilo.
Começo a sentir-me apertada de tal maneira que temi a explosão da mama – como me acontecia às borbulhas de adolescente. Aquelas que, se ficássemos calados em frente ao espelho, a espremê-las parvamente, enquanto fazíamos caretas ridículas e nos contorcíamos de dor, podíamos ouvir o “plock” que faziam ao estatelarem-se em foguete de encontro ao espelho… (Há que realizar esta operação deprimente ao som de música – muito menos nojento!). #ounão
Ora, se aquilo fazia barulho, imaginem a minha mama gigante a explodir…
E, se limpar o merdum que ficava no espelho do wc após a espremida de borbulhas era perturbador, o que dizer da limpeza que alguém ia ter de fazer, após a explosão da minha mama? Não ia ser um espectáculo amoroso!
Finalmente, deu-se o alívio do aperto. O meu receio era que, agora, em vez de ter as minhas mamas de estimação pelos joelhos, com aquela espremideira toda, teria uma amalgama de carne espalmada até aos dedinhos dos pés. Teria de tombar tudo aquilo para trás das costas ou enrolar à volta do pescoço, tal qual cachecol de chicha… é verão, ia doer!
No fim lá olhei para elas e… estão iguaizinhas ao que eram – uns vigorosos balões a quem lhes foi retirado todo o seu arzinho, sem dó nem piedade!
Estou óptima! Não dói, não custou nada … só dinheiro!
Conclusão: Não temam este exame que, apesar de vos espalmar desalmadamente, pode detectar o cancro muito precocemente!
E eu que só queria um casalinho…
A Mãe dos Quatro!
#eeuquesoqueriaumcasalinho
#amaedosquatro

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Cólicas?!

Na sequência do elevado número de mensagens privadas que recebo acerca
deste assunto, resolvi pedir uma resposta à minha profissional de serviço!
Aqui fica a perspectiva, super interessante, da nossa Osteopata
- Dra. Susana Wilton Piegas que, para além da explicação científica
“da coisa”, deixa-vos a forma que tem de ajudar os vossos bebés.
Muito obrigada, Dra.!
“Quantos pais conhecem que viveram os primeiros meses de vida do bebé
atormentados e com poucas horas de descanso porque o seu bebé chorava
com muita frequência, ininterruptamente por largos períodos, sem causa aparente?
É transmitido que, ultrapassada a fase dos primeiros 3 meses de vida, as “cólicas”
vão ser superadas ou que, acrescentando um ou outro probiótico, o intestino
vai acalmar, resolvendo o desconforto que tanto atormenta o bebé. Se para alguns isto corresponde à verdade, para outros, não.
De acordo com a abordagem osteopática, a origem do desconforto mencionado
está ligada, na generalidade dos casos, a bloqueios na base do crânio, que
alteram o normal funcionamento de 3 importantes nervos cranianos:
nervo glossofaríngeo, nervo vago e nervo acessório.
O nervo vago é o grande responsável pela inervação parassimpática de muitos órgãos
e vísceras presentes na caixa toráxica e abdominal (como por exemplo pelo
movimento dos intestinos ou peristaltismointestinal) e que, quando afectado,
pode produzir sintomas em qualquer um deles. Estas alterações nos recém-nascidos,
na maioria dos casos, surgem pelo mau posicionamento do bebé in utero nas
semanas que antecedem o parto ou mesmo no momento do parto. Quando não
existe um “encaixe” perfeito da cabeça do bebé em relação à pélvis da mãe,
surgem tensões e modificações da forma do crânio, que podem levar à
compressão do nervo vago.
Estas lesões podem ser discretas e subtis, só reconhecidas pelas mãos treinadas
do osteopata, mas também podem ser severas e perceptíveis pela simples
observação da criança.
O osteopata infantil utiliza técnicas muito suaves e promotoras de conforto,
desbloqueia e “desprograma” esses desarranjos estruturais, permitindo o bom funcionamento das estruturas implicadas no processo, com o consequente alívio
das “cólicas”.”
Artigo escrito pela Dra. Susana Wilton Piegas, enfermeira do Serviço de
Neonatologia do Hospital do SAMS e pós-graduada em Osteopatia Infantil.
Dúvidas? Mandem mensagem para a sua página, a Dra. é super disponível
e atenciosa: Osteopatia Infantil Susana Wilton Piegas
E eu que só queria um casalinho...
A Mãe dos Quatro!

Educação para a cidadania...

Aquele momento, ao jantar, em que tento exercer a minha função de maezinha e educar a minha cria para a cidadania...
Eu: Didi, comes com os braços tão levantados que pareces um avião! Vou ensinar-te um truque para aprenderes a posição em que deves manter os braços quando estás a comer. Observa!
(Pego em 2 guardanapos e coloco um debaixo de cada braço. Retomo a refeição, naquela figurinha mas a mostrar muito empenho e seriedade!). Vês?! Não caem!
Ele (11 anos): Atão mas é só isso?! Ok, é que estou tão transpirado debaixo dos braços que isso vai ficar colado. Até posso levantar voo que não vão cair!
E eu que só queria um casalinho...
A Mãe dos Quatro!
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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Parabéns, meu bem!

Faz hoje 2 anos que nasceu a minha filha.
(Ainda me sinto meio aparvalhada quando escrevo ou digo - "minha filha". E as vezes que me engano?!).
A moça veio parar-me cá dentro sem precisar dos nossos planos, aliás, veio sem sequer necessitar da nossa vontade em passar de "família numerosa" a "família também não era preciso tanta gente".
Quando soube que ia ser mãe de uma menina, às 13 semanas de gravidez, chorei, chorei muuuuuito... de felicidade!
Sabia que achava piada à ideia de ser mãe de uma garotinha, mas pensava que era algo arrumadíssimo numa caverna poeirenta, numa ilha distante e inabitada.
Supostamente, seria sempre mãe de rapazolas e punha-me em bicos dos pés de cada vez que me referia "aos meus 3 rapazes"! #aindaponho
A verdade, verdadinha é que senti-me nas nuvens! Congelei o tempo no segundo em que o médico, ao fazer-me a eco, diz:
- Hummmm parece que é desta! Não vejo aqui nenhum penduricalho!
Comecei IMEDIATAMENTE a preparar a chegada da miúda - o quarto, a roupinha, os lacinhos, as fitinhas, os folhos, as florinhas... Um mundo de piroseira rosinha, mesclado a branco e temperado com uma magia imensa, girava, rodopiava, a toda hora, na minha cabeça.
Consegui contagiar a família, ou melhor, acho que afinal ela era muito desejada por todos! Primeira filha, primeira neta, primeira sobrinha, primeira sobrinha-neta, primeira prima, primeira irmã!
Entretanto, até ao seu nascimento, passei por muito do que é chatinho e complicado. Teve alturas que senti-me por um fio!
Quando a vi? Quando a vi entrei num estado de contemplação, no qual ainda permaneço.
Dá um trabalho do caraças! Chora "pra" xuxu, é faladora, mexilhona e faz xixi nos tapetes... mas, também é meiga, encantadoramente doce, feminina, uma dançarina nata e uma cantora esganiçada. Com uns joelhinhos marotos, umas mãos pequeninas e um cheirinho a bebé, veio "afrufruzar" a vida de toda a família!
Parabéns, Maria Clara, com toda a intensidade do nosso amor por ti! 
E eu que só queria um casalinho...

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Hitler e o meu pipi...

Fui ao Ginecologista!
Resolvi lançar-me no mercado livre, tinha a mesma “operadora” há 11 anos!
Qual pedir recomendações, pesquisar opiniões na net, qual quê?!
Mandei-me de cabeça! O que me interessava era alguém que me observasse enquanto o homem está de férias e sem termos de fazer 100km…
Telefonei ontem e quem me atendeu disse que podia ser nessa tarde…
Epáaaaa… assim tão rápido? Não! Há todo um ritual de preparação antes do olho alheio mirar a minha… alma!
Ficou para esta manhã…
Fui...
Oiço uma voz imponente a chamar o meu nome (ouvi eu e deve ter ouvido toda a malta que estava na área circundante, num raio de 50 km…). O pior foi quando olhei… Acho que me encolhi na cadeira de tal modo que ficou lá um buraco (aliás, uma cratera, que esta traineira não é menina para fazer só um buraquito…).
Foi neste momento que amaldiçoei a minha estupidez natural, por mandar-se assim à bruta na marcação de uma consulta que é, tão somente, para me escaranfuncharem a farfalota até à pimpinela! Não é para me verem os túneis do nariz ou a secura da pele… Mas porquê?! Já era tarde, muito tarde para pensar nisso.
Podia fingir que não era eu, mas ouvi uma vozinha de cú (desculpem, é dos nervos) a dizer:
- O Dr. está a chamá-la… (era a recepcionista).
O homem parecia O HITLER! O sósia perfeito, até o bigodinho… Aquilo não podia estar a acontecer-me!
Apeteceu-me perguntar à recepcionista se não podia ter-me arranjado um sósia do Clooney ou se o tinha escondido na arrecadação!
Entrei muito a medo… Olhava para ele e tinha um misto de vontade de chorar (devido ao seu olhar de “El Matador”- no verdadeiro sentido da palavra) e de rir (o bigodinho fazia-me lembrar aquelas desenhos que algumas senhoras fazem exactamente no sítio onde eu ia ser invadida pelas tropas do Hitler! Juro que parecia que ele envergava orgulhosamente um pipi por cima da beiça).
Pronto, lá tentei concentrar-me e rir-me e fingir que ele também se ria e imaginar que ele até estava a ser atencioso e simpático, apesar de insistir em olhar para as moscas em vez de olhar-me no olho (se calhar até foi melhor assim).
Chegou a parte da ecografia… Nesse instante vejo o semblante dele mudar… de Hitler passou de forma fulminante a gatinho siamês (embora, à mesma, com um pipi no meio focinho). Dei por mim de boca aberta e mais a abri quando oiço a sua voz… parecia ronronar enquanto olhava para o monitor:
- Ahhh mas tem aqui um belo foliculozinho. Podia continuar a engravidar. Mas que ricos ovários, são liiiiiindos!
(Comecei a imaginar um par de gémeos morenos, de olhos verdes e com a barba por fazer, mas a chamarem-se Ovários?! Não iam longe…).
Olhem, desde esse minuto… virou a boneca!
Acho que posso gritar ao mundo que um médico, um homem, um Hitler, apaixonou-se pelos meus ovários, a ponto de mudar de personalidade!
Gente, afinal…é possível, eles mudam. Mostrem-lhes os vossos ovários!
E eu que só queria um casalinho…
A Mãe dos Quatro!
#eeuquesoqueriaumcasalinho
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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Apareceu!

Em Maio, quando o meu rico filho Gonçalo fez 8 anos, um dos presentes que lhe ofereceram foi esta "masterpiece" que podem ver na foto.

Quando o abri, vi a luz...
Ali estava o meu futuro aliado, o livrinho maravilha que ia ajudar-me a responder às perguntas tão pertinentes, acerca deste tema catita, que o meu "Sr. Ministro" faz questão de colocar apenas e só à minha pessoa (se não sabem a que singelas perguntinhas me refiro, é verem o álbum de fotos. Tentem não corar...).
Pensei logo em partilhar esta descoberta convosco MAS o livrinho apetitoso desapareceu no dia a seguir à oferta... O Gonçalo nem teve tempo para ver nada, só a capa...
Descobri-o ontem... FINALMENTE! Onde andava?! No quarto do meu "pré-aborrescente".
Eu: Didi, está aqui o livro do Gonçalo que eu procuro há 2 meses. Esqueceste-te que tinhas sido tu a guardá-lo... #hãhã
Ele: Ai foi?! Não me lembro... #queideia
Eu: Já leste? Posso devolvê-lo?
Ele: Eu nem sabia que estava aí, achas que li?! #nadadisso
Eu: Queres lê-lo?
Ele: Achas?!
Eu: Ok, vou levá-lo!
Ele: Vê-lá que isso tem aí umas imagens e umas conversas que eu acho que o Gonçalo não vai perceber, mas tu é que sabes. Ah e aparecem aí bonecos todos nus... E explica tudo, tudinho, mãe! É melhor leres primeiro...
Vou tentar ler tudo como ele "não leu" e cheira-me que este livro ainda vai voltar a ser falado por aqui... É um palpitezinho...
E eu que só queria um casalinho...
A Mãe dos Quatro!
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sábado, 15 de julho de 2017

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A "Mãe do Ruca"...

Fui fazer uma caminhada com o Miguel.
Íamos de mão dada, à conversa. De repente, aperta-me a mão, abre a boca de espanto, aponta em frente, com o braço esticadinho, o dedo em riste e diz AOS GRITOS:
- Olha, É A MÃE DO RUCA!
Olhei… Vi uma senhora, sem cabelo… percebi de imediato a analogia que o Miguel fez, no alto dos seus 4 anos.
Apressei-me a relembrar-lhe que não se aponta para as pessoas, nem se fazem referências aos gritos, já que quem é alvo desse comportamento pode ficar triste.
A senhora andava lentamente, na nossa direção, cada vez mais pertinho. Percebia-se o cansaço com que se deslocava, denunciando a doença, mas aparentemente só a mim, o Miguel viu muito além disso…
Volta à carga:
- Mas é a Mãe do Ruca, NÃO PERCEBES?!
Aquela suposta invasão da ficção dos desenhos animados na sua vida real, deixaram-no em êxtase!
Já eu… Eu estava em pânico!
Constrangida e receosa que a senhora levasse a mal. Se desconfiava que ela tinha ouvido à primeira, agora com aquela insistência e ainda mais perto de nós, tive a certeza!
Comecei a preparar um valente pedido de desculpa e a pensar no que diria ao Miguel, no tempo restante da caminhada. Devia arrancá-lo daquele mundo fantasioso e trazê-lo até à terra de gente chata? Devia falar do que é o Cancro ou deveria ficar-me apenas pela Alopecia? Ficar caladinha também me passou pela cabeça, mas sabia que ele não ia deixar…
Chegámos ao pé dela. O riso agora era enorme, em todos os sentidos! Eu precipitei-me a pedir-lhe desculpa, ela interrompeu-me com um gesto mas o sorriso rasgado permanecia luminoso. Olhava para o Miguel que estava, literalmente, sem palavras com a presença da “Mãe do Ruca”…
Foi então que:
Senhora: Olá! Então tu reconheceste-me, sou mesmo a Mãe do Ruca! Queres que lhe dê algum recado? Ele ia adorar conhecer-te!
O Miguel estava embasbacado, continuava sem palavras, apertou-me tanto a mão com aqueles dedos gordinhos que fiquei com as unhas dele marcadas em mim…
Eu: Mãe do Ruca, sabe, o Miguel gostou tanto de a ver que perdeu a voz, mas eu quero que diga ao Ruca que lhe desejo toda a força de viver e sorte do mundo! Ah, e diga-lhe também que tenho uma admiração muito grande por ele. Que vença a luta, é o que mais lhe desejo!
A senhora percebeu a minha mensagem e voltou a surpreender-me: - Ele já tem pouco tempo, mas esse pouco, para ele, é muito! Muito obrigada e ele vai vencer, se não for neste mundo, vencerá no outro!
Apeteceu-me abraçá-la… tanto, tanto, tanto! Mas podia sentir-se invadida ou pensar que era por pena dela. Mas não, era admiração!
Como se consegue aquela serenidade? Como se consegue aquela luminosidade no sorriso, aquela espontaneidade, aquela alegria? Como? Como se aceita assim aquele destino que eu nem consigo escrever, quanto mais vivê-lo… Como? Como se tem aquela força?
No resto da caminhada senti-me meio anestesiada, não sei bem o que disse e não me lembro do que ouvi.
Quando abri o portão da nossa casa, as lambidelas do Simão Cão trouxeram-me de volta! Abracei o Miguel e o Simão Cão com a força toda da gratidão que tenho por estarmos vivos, juntos e cheios de saúde.
Comecei a subir as escadas e, quando pensava já ter desviado o pensamento daquela experiência arrebatadora, deparo-me com esta imagem que vos mostro na foto… Então não é que a força da vida, em todo o seu esplendor, mora no meu jardim?!

E pronto, lá me senti novamente absorta na magia de me ter cruzado com a “Mãe do Ruca”...
Obrigado, Migocas, por me teres permitido vivenciar este momento único…
Um beijinho enorme a todas as Mães, Pais, Filhos, Irmãos,... “como a Mãe do Ruca”…
E eu que só queria um casalinho…
A Mãe dos Quatro!
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terça-feira, 11 de julho de 2017

Sigam-nos!




Também já andamos por aqui, é tipo praga, com muita novidade, já nos seguem?! Bora lá! www.instagram.com/eeuquesoqueriaumcasalinho
Tenho sentido a vossa falta por lá...
E eu que só queria um casalinho...
A Mãe dos Quatro!
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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Uma Mestre!

  • Há quem consiga transpor todos os obstáculos profissionais e pessoais e fazer magia... 

  • Estou apaixonada por estes T.P.C.... Acho que também vou fazê-los de uma ponta à outra!

  • Nunca conheci esta professora do meu Didi, estas modas de só falarmos com a DT tem destas coisas... Se por acaso esta publicação chegar a ela, aqui ficam os meus parabéns, os meus beijinhos e a minha gratidão! <3

    E eu que só queria um casalinho...
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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Desfralde (zinho)...


Não, não foi o Simão Cão! Ele é um santo...

São as maravilhas maravilhosas do desfralde...
O desfralde para mim era como o Natal - Quando o homem quiser...
Todos os meus rapazes eram quase homens quando decidiram largar a fralda de dia e de noite. Se isso me afectou a unha do mindinho?! Nada! Acredito que devo respeitar o momento em que chega a vontade de vestir cueca!
Nenhum deles iria de fraldas para a Universidade, portanto, pressas para quê?!
Já a Miss Marie Claire quer tudo para ontem... Eu tento respeitar o ritmo alucinante da moça mas tem dias que não chego a tempo... #muitos
No chão, pronto, vá... Mas no tapete?! Tanto sítio para deixar a mijinha e tinha de ser na porra do tapete que ainda por cima é gigante e não cabe na máquina?!
Bacios não é com ela! Pede, a cada 5 minutos, para ir visitar a sanita mas não faz um pingo! Isso não a impede de exigir o seu momento de limpar a farfalota pimpinela! Nunca se esquece...
Pensam que pede papel?! Nãaaaa: - KANDOO! - Grita a madame! Faz tudo sozinha - carrega no botão da caixa, saca a toalhita e faz contorcionismo até à dita...
Aqui para nós que ela não nos ouve: - a rapariguita tem mais jeito para ajudar no desfralde alheio do que a sua maezinha...
Pega nas bonecas, senta-as no bacio, sem lhes perguntar se elas estão interessadas, espera 3 segundos, limpa-as com Kandoo e manda-as à vida delas!
Qual ritmo, qual quê?!
O que é certo é que não tem mijinhas de boneca para limpar, nem tapetes para mandar para a lavandaria. Já eu...
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#desfralde #kandoo

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Cansei!

Apetece-me desabafar, mas antes pergunto: - Já tinham visto uma lagosta com olhos azuis ou verdes ou lá o que é isto?!
Foi o estrago do dia de praia de ontem.
Tenho vergonha de mostrar o resto… estou assim até ao mindinho, exceptuando o generoso desenho BRANCO de um fato de banho. Estou deslumbrante, só vos digo!
Pus toneladas de creme e estive à sombra! Conclusão: tenho pele de bebé mas só naquilo que ela tem de pior…
Ahhh mas tenho de carpir mágoas, caso contrário, afogo-me!
O estrago da praia passou-me a pele e acertou-me noutro sítio – no olhar sobre mim mesma!
O homem diz que a última vez que fomos à praia, sem exercer uma função puramente de vigilância e entertrainer de criancinhas, foi há uns 5 anos. Não me lembro...
Mas ontem FUI À PRAIA! Tive espaço e tempo para estar sozinha comigo, em pleno! Também pude estar com o homem e com um dos meus filhos como há anos não estava.
Mas… dei por mim a não querer ir à água com eles porque o fato de banho mostrava as lombas laterais e à retaguarda; porque era feio - mas o único onde me consegui enfiar; porque as pimpinelas ficavam esborrachadas e pareciam chegar aos tornozelos - quando na verdade só passam um bocadinho dos joelhos; porque as pernas, qual troncos, roçavam tanto uma na outra que quase deram origem a um fogo; porque não esconde o belo par de maminhas que se formou nas minhas costas - por cima das ancas torneadas a bolas de berlim…
E aquela fase típica das fotos?! Hã, hã, atão não… Não passou dos cotos...
NÃO PODE SER!
Já desconfiava, mas ainda não me tinha apercebido do quão me sentia mal comigo mesma, independentemente dos outros, das outras, da idade, dos filhos, do homem…
Eu ia para a praia, mas havia dias que literalmente nem me lembrava de me despir. Era como se o corpo existisse apenas com a tal função de vigiar, brincar, entreter… Eu lá tinha tempo para me preocupar comigo - desde que não me saltasse uma mama…
Ontem não. Ontem fui à praia e foi tão violento que tomei uma decisão: - vou atirar-me de corpo e alma ao resgate do amor pelo que vejo no espelho!
Pronto, mas isto é só para depois das férias, lá para o fim do mês. Prometo que conto tudinho, só adianto que o passo foi dado hoje e já não posso voltar atrás…
Bem, agora tenho de ir enfardar toda uma piscina olímpica de arroz doce que a minha rica maezinha fez… pontaria do caraças!
E eu que só queria um casalinho...
A Mãe dos Quatro!
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